domingo, outubro 18, 2009

Personal Fest '09 - Depeche Mode

Se o Pet Shop Boys fez um show contido e manteve a platéia numa calmaria contemplativa, o Depeche Mode foi na direção inversa e inflamou a multidão no Club Ciudad de Buenos Aires por quase duas horas. Este foi um dos melhores shows que eu não pude aproveitar em minha vida.

Cheguei cedo para garantir um bom lugar, próximo ao palco. Fiz amizade com peruanos, encontrei brasileiros, colombianos, paraguaios, uruguaios... Foi assim que esperei paciente o Depeche Mode subir ao palco principal do Personal Fest '09. Enquanto isso, Tom Zé, Café Tacuba, Pánico Ramirez e outra dúzia de artistas se apresentavam nos palcos secundários.

No palco principal a escalação trazia Bicicletas, Volador G e Banda de Turistas. Todas combinando psicodelia e pretensão no melhor estilo rock gaúcho. É, a espera foi longa...
Por último, uma atração surpresa ovacionada pelos locais: Catupecu Machu, banda celebrada na cena rock argentina.


E após um breve DJ set de Justin Robertson a espera tem seu fim.
O telão gigantesco se ilumina. A banda entra em cena. A euforia toma conta.
Assim foi durante In Chains, Wrong, Hole to Feed e Walking in my Shoes.

Mas a partir daí a prudência tomou o lugar da euforia e me mandou sair dali, antes de morrer esmagado ou pisoteado. Afastei-me da massa ensandecida, mas às margens do mar de gente restava apenas assistir ao show pelos telões - o que não era o propósito... Tentei achar um meio termo me aventurando novamente através da multidão até um ponto de equilíbrio entre tumulto e visibilidade do palco. Suportei o desconforto em nome dos 15 anos que esperei por este show.

E enfim me detive a degustar o ótimo som, as belas projeções e de relance ver o sempre rebolativo Dave Gahan, o reluzente Martin Gore e o contido Andy Fletcher destilando hit após hit para a multidão sempre em uníssono.

Setlist:

In Chains
Wrong
Hole to Feed
Walking in My Shoes
It's No Good
A Question of Time
Precious
Fly on the Windscreen
Jezebel
Home
Miles Away/The Truth Is
Policy of Truth
In Your Room
I Feel You
Enjoy the Silence
Never Let Me Down Again
-----------------------------
Somebody
Stripped
Behind the Wheel
Personal Jesus

sábado, outubro 17, 2009

Personal Fest '09 - Pet Shop Boys



Com uma produção de palco impecável como sempre, mas com um setlist morno, o duo inglês Pet Shop Boys encerrou a primeira noite do Personal Fest '09 em Buenos Aires.


Ficaram de fora petardos como Domino Dancing, Opportunities, What Have I Done to Deserve This e Paninaro (minha favorita ao vivo! beirando o EBM oldschool). No setlist ficaram as melancólicas Jealousy e Being Boring. Do último álbum entraram Did You See Me Coming, Love Etc, Building A Wall e The Way It Used To Be. Os momentos de apoteose ficaram por conta de It's a Sin, Go West, Always on my Mind, West End Girls e NYC Boy.


Um show competente, bem coreografado, com ótima cenografia, mas sem a intenção de manter o público pulando do início ao fim. Melhor assim, sobra fôlego para ver o Depeche Mode hoje no segundo dia do festival.

domingo, agosto 16, 2009

Preaching to the perverted


Para descontrair um pouco nesse domingão de sol, minha recomendação é o filme britânico Preaching to the Pervert de 1997, que eu vi já faz um bom tempo. É divertidíssimo. Abaixo, alguns trechos do filme editados com a trilha powernoise/rhythmicnoise do S.A.M (Synthetic Adrenalyne Music) - Black Rubber Dance.

terça-feira, agosto 11, 2009

Hugo Awards 2009 - Conheça os vencedores


O Hugo Awards, um dos prêmios mais importantes do universo da ficção científica e da fantasia anunciou seus vencedores neste final de semana. O cobiçado prêmio Hugo de melhor romance (Best Novel), para obras com mais de 40 mil palavras, ficou com Neil Gaiman e seu Graveyard Book. As categorias literárias incluem ainda Novella, para textos entre 17500 e 40000 palavras, Novellete, para textos entre 7500 e 17500 palavras e Short Story, para contos com até 7500 palavras.
A categoria Melhor Apresentação Dramática (Best Dramatic Presentation) inclui filmes, animação, música, produções para tv e video games. Artistas e publicações não profissionais concorrem nas categorias Fanzine, Fan Artist e Fan Writer que levam em consideração material publicado em fanzines e meios eletrônicos como blogs, forums e listas de discussão. Como categoria adicional o Hugo 2009 incluiu Best Graphic Story para estórias de ficção científica ou fantasia contadas através de ilustrações. Confira abaixo a lista completa de vencedores:

* Best Novel: The Graveyard Book, Neil Gaiman (HarperCollins; Bloomsbury UK)
* Best Novella: “The Erdmann Nexus”, Nancy Kress (Asimov’s Oct/Nov 2008)
* Best Novelette: “Shoggoths in Bloom”, Elizabeth Bear (Asimov’s Mar 2008)
* Best Short Story: “Exhalation”, Ted Chiang (Eclipse Two)
* Best Related Book: Your Hate Mail Will Be Graded: A Decade of Whatever, 1998-2008, John Scalzi (Subterranean Press)
* Best Graphic Story: Girl Genius, Volume 8: Agatha Heterodyne and the Chapel of Bones, escrita por Kaja & Phil Foglio, arte de Phil Foglio, cores de Cheyenne Wright (Airship Entertainment)
* Best Dramatic Presentation, Longa (acima de 90 minutos): WALL-E Andrew Stanton & Pete Docter, estória; Andrew Stanton & Jim Reardon, roteiro; Andrew Stanton, diretor (Pixar/Walt Disney)
* Best Dramatic Presentation, Curta (abaixo de 90 minutos): Doctor Horrible’s Sing-Along Blog, Joss Whedon, & Zack Whedon, & Jed Whedon, & Maurissa Tancharoen, escritores; Joss Whedon, diretor (Mutant Enemy)
* Best Editor Short Form: Ellen Datlow
* Best Editor Long Form: David G. Hartwell
* Best Professional Artist: Donato Giancola
* Best Semiprozine: Weird Tales, edited by Ann VanderMeer & Stephen H. Segal
* Best Fan Writer: Cheryl Morgan
* Best Fanzine: Electric Velocipede edited by John Klima
* Best Fan Artist: Frank Wu

quinta-feira, agosto 06, 2009

Tudo o que você queria saber sobre cyberpunk

...e não tinha a quem perguntar.
Nossa querida Lady A ensina o ABC do Cyberpunk em entrevista ao programa Cyber Cubo produzido por alunos de Comunicação Social da FEEVALE.

Overclock Zine - edicoes anteriores em pdf

As edições impressas dos números #1 a #4 do Overclock zine estão esgotadas, mas nem por isso você precisa ficar sem conferir as entrevistas, resenhas, artigos, Ficção e quadrinhos já publicados.




Entrevistas:
Elegant Machinery
HP Lovecraft
Ficção
Bitchrunner 2040 (Carlos Angelo)
O Segredo (Jesse Spinner)
Pixel Pizza (Gabriel Boz)
Artigos
O que é cyberpunk? (Braulio Tavares)
O cyberpunk nos anos 90 (Bruce Sterling)
Cinema
Senhores do Crime (Rodolfo Londero)
Live Report
And One - live @ La Trastienda - Buenos Aires
Interpol - live @ Teatro Gran Rex - Buenos Aires
Hardcopy (Book Review)
Volta ao mundo da Ficção científica; Rodolfo Londero (Org.), Edgar Nolasco (Org.)
Fábulas do tempo e da eternidade; Cristina Lasaitis
El delirio de Turing; Edmundo Paz Soldan
Cybersenzala; Jair Ferreira dos Santos
CD Review
Heimataerde, Blue Birds Refuse to Fly, Cinderella Effect, Din [A] Tod, Divamee, Hertzinfarkt,...

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Entrevistas:
Pecadores
Pearry Reginald Teo
Deadjump
Eneas Neto
Ficção
Queimando (Adriana Amaral)
Colunas
Ars Gratia Ars: Hans Bellmer (Elias Maroso)
Ars Gratia Ars: Joel-Peter Witkin (Vamp Depeche)
Ars Gratia Ars: Arte Conceitual (Monica Spohn)
Bullets (Hansen)
Overflow: Cybersubculturas e Cybercenas.
Breves reflexões sobre a cena electro-industrial na Internet (Adriana Amaral)
Sintetique Musique: Pérolas da Música Sintetizada (Eduardo Castor)
Cinema
The Gene Generation
Live Report
Pet Shop Boys
Euphorbia
Harry
VNV Nation
Hardcopy (Book Review)
Visões Perigosas; Adriana Amaral.
Spook Country; William Gibson.
O Homem Duplo(A Scanner Darkly); Philip K. Dick.
CD Review
V/A - Retratos Sunterrâneos, VNV Nation, Necro Facility, Plastique Noir, Signal Aout 42, R.E.C., Engelmacher, Plas-Tik,
HQ
Gotham Beggars Syndicate (Damn Laser Vampires)
Writhe and Shine (Robert Trithardt)

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Entrevistas:
Sara Noxx
Aghast View
:SITD:
Artigos
Espectros do cyberpunk (Adriana Amaral)
Cinema
Immortel (Ad Vitam)
CD Review
Front 242, Frontline Assembly, Lights of Euphoria, Client, Skinny Puppy, Namnambulu, Cephalgy
HQ
Writhe and Shine (Robert Trithardt)
Perfil: Tanino Liberatore

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Entrevistas:
Front 242
Aire'n Terre
Coluna
Ars Gratia Ars (Pedro Werneck)
Live Report
Front 242
Cinema
Donnie Darko (Daniela Pris)
CD Review
A Industrya, Front 242, Kraftwerk, Wolfsheim, Karl Bartos
HQ
Apocalyptic Shopping (Rayman)

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domingo, agosto 02, 2009

Tetsuo - The Iron Man ganha sequência em inglês



Shinya Tsukamoto, diretor dos cult movies japoneses Tetsuo - The Iron Man (1989) e Tetsuo II - Body Hammer (1992) anuncia para 2010 um sequência falada em inglês para sua saga cyberpunk. Tetsuo - The bullet man foi filmado em Tóquio, a cidade mais cyberpunk do mundo - segundo Tsukamoto, e está em fase de pós-produção. Um clipe de 10 minutos ainda sem alguns efeitos foi exibido na Comic Con de San Diego.

Cena de Tetsuo - The Iron Man

Os primeiros filmes (especialmente o primeiro) da saga bebem influências expressionistas e surrealistas e em alguns momentos são praticamente um videoclipe de música industrial.
Em Tetsuo - The Bullet Man um americano trabalhando em Tóquio e casado com uma japonesa é a nova vítima da simbiose metálica vista nos filmes anteriores. Tsukamoto acredita que a linguagem menos experimental e mais hollywoodiana do novo lançamento atrairá novos fãs para os filmes originais, cultuados pelos fãs da ficção científica cyberpunk.

leia mais:
[Fangoria]
[io9]

sexta-feira, julho 31, 2009

A Perfeição Estética e o Fundamentalismo Industrial


Daniel Graves, das bandas Aesthetic Perfection e Necessary Response, atraiu para si o ódio dos fundamentalistas da música industrial. O episódio descrito no blog da banda no MySpace como o "Katy Perry Incident" começou quando Graves postou no Youtube um remix do hit pop I Kissed a Girl da cantora Katy Perry. O leque de respostas foi vasto e cobre desde os que gostaram da brincadeira até os fundamentalistas que o condenavam como traidor do movimento. O incidente expõe o radicalismo que permeia muitas das cenas e subculturas que habitam o underground, onde é pecado vil e mortal ousar cruzar fronteiras e entrar nos territórios proibidos iluminados pelo sol. Tire suas próprias conclusões: baixe e ouça Katy Perry - I Kissed a Girl (Aesthetic Perfection Remix). Dica do antenado Sandro Core.

quinta-feira, julho 30, 2009

Entrevista: HansenHarryEBM



Adriana Amaral, autora do livro Visões Perigosas - Uma Arquegenealogia do Cyberpunk , conversa com o gigante HansenHarryEBM, vocalista da seminal banda brasileira de electro-rock/technopop Harry sobre o que seria o cyberpunk como rótulo musical. Este é o único trecho recuperado do debate realizado em Curitiba durante o lançamento do livro Visões Perigosas e do box Taxidermy, lançado pela Fiber Records resgatando toda a discografia do Harry.

terça-feira, julho 28, 2009

First and Last and Always



The Sisters of Mercy - Porto Alegre - 03.jun.09 - Opinião

À primeira vista se poderia pensar que a procissão de sobretudos pretos fosse consequência da massa de ar polar que cobria o Rio Grande do Sul.
Mas a razão era outra. Os coturnos e sobretudos deixaram os armários para ver pela primeira vez em Porto Alegre o ícone do Rock Gótico (apesar de renegar o rótulo) The Sisters of Mercy.
Às vésperas de completar duas décadas sem lançar um álbum de inéditas, a banda de Andrew Eldritch conta com a fidelidade de antigos fãs, muitos dos quais já nem frequentam a atual cena noturna da cidade. Entre grisalhos, carecas e casais que se formaram ao som das batidas
de Doktor Avalanche podia-se ver alguns mais jovens, mas o clima da noite era mesmo de nostalgia e de reencontro para a velha guarda gótica gaucha. Para estes a abertura do show com Crash and Burn e não com um hit lançado em CD pode ter sido frustrante. Afinal, todos ali
esperavam para entoar juntos cada refrão clássico. Mas a voz ficou contida até a terceira faixa do set list: Long Train/Detonation Boulevard veio com novos arranjos e guitarras altas e só no refrão os menos atentos puderam reconhecer - e cantar junto - Detonation Boulevard.
Os vocais eram baixos e imcompreesíveis, mas quem testemunhou a última passagem do Sisters pelo Brasil acharia a qualidade superior à do último show no Via Funchal. Ainda assim, tentar reconhecer uma faixa antes do refrão era tarefa para os mais atenciosos. Do outro lado, as guitarras estavam imponentes. Soando claras e bem executadas foram o ponto alto do show. Para a surpresa de todos o palco era perfeitamente visível, sem a característica cortina de fumaça que é marca registrada das apresentações do The Sisters of Mercy.
Não foi desta vez que o set list incluiria Black Planet (até hoje, nunca executada ao vivo), mas trouxe a não menos desejada Giving Ground, lançada sob a alcunha de Sisterhood num
episódio que ilustra bem a turbulência das relações pessoais de Eldritch.
Foi um show memorável, com momentos apoteóticos como em First and Last and Always, This Corrosion e no encerramento do segundo bis com Temple of Love. Mas foi também o momento de constatar a falta de renovação de público e pensar que na manhã seguinte os coturnos e sobretudos voltariam para um canto empoeirado no armário.




set list:

crash + burn
ribbons
long train/detonation boulevard
alice
flood I
anaconda
marian
susanne
arms
giving ground
dominion
summer
first and last and always
this corrosion
flood II
-------------------
something fast
vision thing
-------------------
lucretia my reflection
top nite out
temple of love



imagens: http://flickr.com/photos/wandeclayt
videos: http://youtube.com/wandeclayt

domingo, novembro 16, 2008

ENTREVISTA - Die Art

Transitando livremente pela fronteira nebulosa que separa - ou não - gêneros como o indie, synthpop e pós-punk, o duo gaúcho MetroidE, formado pelo casal Wagner e Celia, tem muito em comum com a veterana banda alemã Die Art. Essa afinidade deu total autoridade para a banda entrevistar o vocalista H. Makarios com conhecimento de causa. O resultado você vê aqui e na versão impressa da próxima edição do Overclock Zine.


O Die Art começou como uma banda punk. Como acontenceu a transição para o estilo atual da banda? As mudanças de formação ao longo dos anos influenciaram esta mudança?

Sim, começamos como uma banda punk, sabendo três acordes e gritando mais que cantando.
Mas não queríamos nos limitar a esse ponto. A influência de outras bandas que evoluiram a partir do punk também foi forte. Então tentamos começar a fazer mais do que éramos capazes. E consguimos ir além, e buscamos nosso estilo próprio. Mudanças de formação também foram importantes, com os gostos de cada novo membro se incorporando à nossa música. E após alguns anos o Die Art tornou-se uma banda que se distingue na sonoridade e nos vocais.

E o público acompanhou essas mudanças?

A maior parte do público nos seguiu nessa evolução. Quando começamos a fazer música, a situação política era difícil na Alemanha Ocidental e a cena underground crescia rapidamente. A cena acabou se dividindo em uma vertente política e não-comercial verdadeiramente underground de um lado e em uma cena independente tradicional do outro. O Die Art nunca foi uma banda de luta política, queríamos seguir o nosso caminho. Houve um período no início dos anos 90 em que cometemos o erro de abusar de elementos pop do mainstream. esse foi o único período em que nosso público se afastou, mas rapidamente voltamos a nossas raízes e recuperamos a maioria desses fãs.

Como funciona o processo de composição? E de onde vem a inspiração para as letras?

Há três caminhos. Em um deles um membro da banda tem uma idéia e nós fazemos uma canção juntos a partir dela. No segundo, alguém produz a demo em casa e o restante da banda apenas toca a música. No último eu tenho a letra e ela inspira a música. Geralmente eu tenho primeiro a música e é ela que inspira a letra. Mas eu estou sempre escrevendo letras mesmo sem a música. Escrevo estórias e poemas. e minha inspiração vem da vida, do amor, do aprendizado. E incluo "imagens escritas" , por vezes com um toque de surrealismo.

E como você se sente durante a finalização de uma gravação? É algo particularmente gratificante ou apenas faz parte do processo de estar em uma banda?

Finalizar uma gravação é um momento muito gratificante. Vamos a um pub e celebramos o novo bebê! E de fato faz parte do processo de estar numa banda. Por vezes já não suporto mais ouvir minha música, e é uma grande felicidade quando acabamos a produção!

Qual o tipo de reação que vocês esperam do seu público?

De início esperamos que o público siga nossa evolução artística. E caso siga, esperamos que muitos compareçam aos shows. E claro, espero que se sintam como eu. Alguns vezes os fãs nos dizem isso, e sabemos que a nossa música atingiu seus corações. E não ficaremos chateados se todos comprarem o disco!

Há planos para uma tour fora da Europa?

No momento estamos tocando apenas na Alemanha. Com planos para a República Tcheca e Suiça, mas ainda assim, só Europa.

Nos digam cinco bandas com as quais gostariam de dividir o palco.

Primeiramente eu gostaria de tocar com a banda de um grande amigo, chamada Freunde der italienischen Oper, mas a banda se extinguiu há uns dois anos.
A segunda banda é a Fliehende Stürme, com a qual fizemos o primeiro show após uma parada de 6 anos. É uma banda punk dark e algumas das suas letras estão entre as melhores letras em alemão que conheço. E algo bem fora da realidade: tocar com Interpol ou Editors. É um outro patamar. E uma quinta, também bem fora da realidade, seria tocar com Wipers ou Greg Sage.

Como vêem a cena européia e alemã? Há união entre as bandas?

Eu acho que há várias cenas. Punk, Gothic, Metal, Guitar-Pop... talvez bandas dentro de uma cena em particular estejam unidas. Fazemos parte de algumas cenas e de outras não. As cenas se sobrepõem em suas margens. É aí o nosso lugar. É difícil dizer como as cenas funcionam, muda bastante de um país para outro. Mesmo dentro da Alemanha é diferente do ocidente para o oriente. Há várias cenas locais e regionais e muitas bandas tem problemas tocando fora de suas cidades. Por exemplo, Leipzig (a minha cidade) fica a apenas 100km de distância de Dresden. Mas é possível para uma banda famosa em Leipzig ser totalmente desconhecida em Dresden.

O que há de bom em ser uma banda alternativa?

É a nossa vida. Temos uma banda para tocar a música que gostamos. Sem empresários que nos digam o que fazer ou não. Colocamos nas músicas e nas letras o que sentimos. Podemos ser autênticos e nossos fãs gostam disso.

A internet é cada vez mais importante na difusão do trabalho das bandas. Como se sentem sabendo que são ouvidos por públicos distantes, como o brasileiro?

É realmente impressionate. E nós subestimamos isso algumas vezes. Mas é um sentimento bom, que nossa música encontre lugar em outros países, outros idiomas. A música é a linguagem.

Deixem uma mensagem para os fãs brasileiros.

É o mesmo que digo para os fãs na alemanha. Vivam suas vidas, carreguem o coração em suas mãos, mantenham a sensibilidade e enxerguem sob a superfície! Desfrutem da nossa música! E muito obrigado!

Die Art no MySpace

sexta-feira, novembro 14, 2008

Alfa-Matrix desembarca do Brasil.

Após longa negociação a loja Intergroove Record Store inicia a distribuiçao no Brasil do catálogo do selo belga Alfa-Matrix. No cast do selo, bandas tradicionais como Front 242, Leaether Strip e Plastic Noise Experience e representantes das safras mais recentes da música eletrônica, como Hungry Lucy, Agonised by Love e Glis.

Solicite o catálogo pelo email:
info@offbeatmusic.com.br

quinta-feira, novembro 06, 2008

Combichrist - Sent to Destroy (live)

Another live video from the SENT TO DESTROY YOU ON TOUR.
Mais um vídeo ao vivo da SENT TO DESTROY YOU ON TOUR.

Combichrist - Sent to Destroy
Live at La Trastienda (28.0ctober.2008)
Buenos Aires

sexta-feira, outubro 31, 2008

quarta-feira, outubro 29, 2008

Combichrist Live at La Trastienda 28oct2008

Check the pictures of Combichrist live at La Trastienda (Buenos Aires).
Videos and full reviews coming soon.

Confira as imagens do show do Combichrist no La Trastienda (Buenos Aires).
Breve estarão disponíveis aqui videos e resenha completa!

http://flickr.com/photos/wandeclayt

terça-feira, outubro 28, 2008

Infected com Banana

Se você é leitor do Overclock sabe muito bem que música eletrônica não é tudo igual e provavelmente vai adorar a chacota da comunidade Infected com Banana e de suas comunidades relacionadas!

sexta-feira, outubro 24, 2008

Project Pitchfork | Lamia (Bs.As.)


Project Pitchfork | Lamia
(El Condado - Buenos Aires - 23.oct.2008)

Em sua primeira apresentação na América do Sul, o Project Pitchfork trouxe um set que resumiu seus 18 anos de existência. Ao longo de mais de uma hora e meia a banda destilou sucessos de todas as fases de sua carreira.

Wandeclayt M (Overclock Zine/Bunker Media), Dirk Scheuber, Peter Spilles.


A festa promovida em Buenos Aires pelo selo Karma Records foi aberta pelo magnífico Lamia, mostrando em palco toda a técnica e competência que são marcas registradas da banda em estúdio. Os vocais da soprano Cecilia Marchesotti e do tenor Daniel Pomba são impactantes, sobre os synths e backing vocals de Juan Andrés seriam suficientes para garantir o deleite musical, mas somados a isso o show teve ainda iluminação bem sincronizada e figurinos caprichados. Esmero que todas as bandas alternativas deveriam se dar ao trabalho de ter!

Lamia: Daniel Pomba, Juan Andrés, Cecilia Marchesotti.


Após a bela combinação de lirismo e eletrônica no show dos anfitriões a expectativa era grande para o ato principal da noite. Passavam das 23h30 quando Peter Spilles, Dirk Scheuber e Jürgen Jansen pisaram o palco. Aos primeiros acordes de God Wrote, o público, que assistiu sentado e concentrado o show do Lamia, aglomerou-se junto ao palco para ver de perto a lenda viva. A partir daí o Pitchfork viu o frenesi do público se avolumar nos hits Requiem, Existence, K.N.K.A, Alpha Omega, Timekiller e culminar em Souls, com Spilles cantando em meio a audiência. 


Peter Spilles: Energia na voz e na performance.

Pontos negativos para o som da casa e para as quase duas horas de atraso - coisa atípica nos eventos argentinos. Pontos positivos para a presença de palco de ambas as bandas e para a receptividade e simplicidade de Peter Spilles e companhia, que permaneceu desde antes da abertura da casa acessível ao público para fotos, autógrafos e para a entrevista que você lerá em breve aqui no :\Overclock> zine.

Spilles canta Souls junto ao público.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Proximos Posts

O Overclock Zine cobriu o show do ex-kraftwerk Karl Bartos em Porto Alegre.
Aguarde fotos, videos e resenha da historica passagem do homem-máquina pelo Brasil.

As proximas semanas verao dois shows de peso passando pelo Cone Sul. Project Pitchfork e Combichrist serão os próximos shows cobertos pelo seu zine preferido de Cybercultura, Música e Ficção Científica.

Overclock Zine #4

Circulou em versão beta no encontro INVISIBILIDADES II a quarta edição do :\Overclock> zine. Apesar de imcompleta e impressa somente para o evento a repercussão foi boa:

O Invisibilidades II também propiciou muita ação de lobby, com Rodolfo Londero distribuindo exemplares da versão "meio beta" do seu fanzine :Overclock> #4 (http://overckockzine.blogspot.com), que, para a minha experiências com fanzines nacionais e estrangeiros, parece ser suficientemente "alfa". Traz contos de Carlos Angelo, Jessie Spiner e Gabriel Boz; artigos de Londero, Braulio Tavares e Bruce Sterling; e resenhas de Romeu Martins e de Londero.

Escreveu Roberto Causo em sua coluna no Terra Magazine. O INVISIBILIDADES II aconteceu em Sao Paulo no Instituto Itau Cultural nos dias 20 e 21 de setembro e se propôs a discutir os rumos da ficção científica no Brasil. A coordenação foi de Fabio Fernandes e você pode conferir detalhes em http://invisibilidades.wordpress.com

Rodolfo Londero integra a equipe como Co-editor e foi um importante reforço na vertente literária no zine, atraindo e aglutinando colaborações de autores de peso do meio.

A versão beta não inclui quadrinhos e algumas entrevistas e resenhas musicais. A versão final sai nos próximos dias e trará todo esse material além de design aprimorado!