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terça-feira, julho 28, 2009

First and Last and Always



The Sisters of Mercy - Porto Alegre - 03.jun.09 - Opinião

À primeira vista se poderia pensar que a procissão de sobretudos pretos fosse consequência da massa de ar polar que cobria o Rio Grande do Sul.
Mas a razão era outra. Os coturnos e sobretudos deixaram os armários para ver pela primeira vez em Porto Alegre o ícone do Rock Gótico (apesar de renegar o rótulo) The Sisters of Mercy.
Às vésperas de completar duas décadas sem lançar um álbum de inéditas, a banda de Andrew Eldritch conta com a fidelidade de antigos fãs, muitos dos quais já nem frequentam a atual cena noturna da cidade. Entre grisalhos, carecas e casais que se formaram ao som das batidas
de Doktor Avalanche podia-se ver alguns mais jovens, mas o clima da noite era mesmo de nostalgia e de reencontro para a velha guarda gótica gaucha. Para estes a abertura do show com Crash and Burn e não com um hit lançado em CD pode ter sido frustrante. Afinal, todos ali
esperavam para entoar juntos cada refrão clássico. Mas a voz ficou contida até a terceira faixa do set list: Long Train/Detonation Boulevard veio com novos arranjos e guitarras altas e só no refrão os menos atentos puderam reconhecer - e cantar junto - Detonation Boulevard.
Os vocais eram baixos e imcompreesíveis, mas quem testemunhou a última passagem do Sisters pelo Brasil acharia a qualidade superior à do último show no Via Funchal. Ainda assim, tentar reconhecer uma faixa antes do refrão era tarefa para os mais atenciosos. Do outro lado, as guitarras estavam imponentes. Soando claras e bem executadas foram o ponto alto do show. Para a surpresa de todos o palco era perfeitamente visível, sem a característica cortina de fumaça que é marca registrada das apresentações do The Sisters of Mercy.
Não foi desta vez que o set list incluiria Black Planet (até hoje, nunca executada ao vivo), mas trouxe a não menos desejada Giving Ground, lançada sob a alcunha de Sisterhood num
episódio que ilustra bem a turbulência das relações pessoais de Eldritch.
Foi um show memorável, com momentos apoteóticos como em First and Last and Always, This Corrosion e no encerramento do segundo bis com Temple of Love. Mas foi também o momento de constatar a falta de renovação de público e pensar que na manhã seguinte os coturnos e sobretudos voltariam para um canto empoeirado no armário.




set list:

crash + burn
ribbons
long train/detonation boulevard
alice
flood I
anaconda
marian
susanne
arms
giving ground
dominion
summer
first and last and always
this corrosion
flood II
-------------------
something fast
vision thing
-------------------
lucretia my reflection
top nite out
temple of love



imagens: http://flickr.com/photos/wandeclayt
videos: http://youtube.com/wandeclayt

terça-feira, março 11, 2008

INTERPOL - Our Love to Admire Tour 2008 - Buenos Aires.

[fotos: Wandeclayt M.]

Eu estava em Buenos Aires para ver o show dos alemães do And One, ainda inconformado por ter perdido na semana anterior o show do De/Vision ali mesmo em Buenos Aires e o do Dive no Brasil. Sabia que uma semana depois eu também estaria choramingando por não ver o Interpol em sua passagem por São Paulo, Rio e BH. Mas nem tudo estava perdido! Pois não é que folheando a edição de sexta-feira do Clarín, em meio a notícias de conflitos entre Colômbia, Equador e Venezuela, descubro que o quarteto de Nova York faria uma escala em Buenos Aires no sábado!

A apresentação no suntuoso Teatro Gran Rex, a duas quadras do imponente obelisco da Avenida 9 de Julio, tinha poucos ingressos disponíveis e nenhum muito perto do palco. Acabei conseguindo um lugarzinho no segundo piso com uma boa vista para o palco.

Bem, aquilo era um teatro, mas esperar que o público permanecesse sentado durante o show já seria esperar demais... sobretudo nos petardos C'mere e Slow Hands.


As projeções e a bela e bem sicronizada iluminação de palco foram a contrapartida visual para um show sonoramente perfeito: ótima qualidade do equipamento de som, canções bem executadas e uma banda carismática e entrosada.

Daniel Kessler, guitarrista e fundador da banda, dá um show à parte com sua coreografia entre mestre sala e dançarino de tango.

A voz de Paul Banks ao vivo não deve nada aos trabalhos de estúdio.A guitarra de Kessler, assim como o baixo de Carlos Dengler e a bateria de Sam Fogarino são muito bem tratados durante todo o show e é impossível destacar algum dos instrumentistas em detrimento dos outros.


SETLIST | 08.03.08

Pionner to the Falls
Obstacle 1
C`mere
Narc
Pace is the Trick
Say Hello to the Angels
Leif Erikson
Mammoth
No I in Threesome
Slow Hands
Rest My Chemistry
Lighthouse
Evil
Heinrich Maneuver
Not Even Jail

NYC
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA