...e não tinha a quem perguntar.
Nossa querida Lady A ensina o ABC do Cyberpunk em entrevista ao programa Cyber Cubo produzido por alunos de Comunicação Social da FEEVALE.
Mostrando postagens com marcador entrevistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entrevistas. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, agosto 06, 2009
domingo, novembro 16, 2008
ENTREVISTA - Die Art
Transitando livremente pela fronteira nebulosa que separa - ou não - gêneros como o indie, synthpop e pós-punk, o duo gaúcho MetroidE, formado pelo casal Wagner e Celia, tem muito em comum com a veterana banda alemã Die Art. Essa afinidade deu total autoridade para a banda entrevistar o vocalista H. Makarios com conhecimento de causa. O resultado você vê aqui e na versão impressa da próxima edição do Overclock Zine.

O Die Art começou como uma banda punk. Como acontenceu a transição para o estilo atual da banda? As mudanças de formação ao longo dos anos influenciaram esta mudança?
Sim, começamos como uma banda punk, sabendo três acordes e gritando mais que cantando.
Mas não queríamos nos limitar a esse ponto. A influência de outras bandas que evoluiram a partir do punk também foi forte. Então tentamos começar a fazer mais do que éramos capazes. E consguimos ir além, e buscamos nosso estilo próprio. Mudanças de formação também foram importantes, com os gostos de cada novo membro se incorporando à nossa música. E após alguns anos o Die Art tornou-se uma banda que se distingue na sonoridade e nos vocais.
E o público acompanhou essas mudanças?
A maior parte do público nos seguiu nessa evolução. Quando começamos a fazer música, a situação política era difícil na Alemanha Ocidental e a cena underground crescia rapidamente. A cena acabou se dividindo em uma vertente política e não-comercial verdadeiramente underground de um lado e em uma cena independente tradicional do outro. O Die Art nunca foi uma banda de luta política, queríamos seguir o nosso caminho. Houve um período no início dos anos 90 em que cometemos o erro de abusar de elementos pop do mainstream. esse foi o único período em que nosso público se afastou, mas rapidamente voltamos a nossas raízes e recuperamos a maioria desses fãs.
Como funciona o processo de composição? E de onde vem a inspiração para as letras?
Há três caminhos. Em um deles um membro da banda tem uma idéia e nós fazemos uma canção juntos a partir dela. No segundo, alguém produz a demo em casa e o restante da banda apenas toca a música. No último eu tenho a letra e ela inspira a música. Geralmente eu tenho primeiro a música e é ela que inspira a letra. Mas eu estou sempre escrevendo letras mesmo sem a música. Escrevo estórias e poemas. e minha inspiração vem da vida, do amor, do aprendizado. E incluo "imagens escritas" , por vezes com um toque de surrealismo.
E como você se sente durante a finalização de uma gravação? É algo particularmente gratificante ou apenas faz parte do processo de estar em uma banda?
Finalizar uma gravação é um momento muito gratificante. Vamos a um pub e celebramos o novo bebê! E de fato faz parte do processo de estar numa banda. Por vezes já não suporto mais ouvir minha música, e é uma grande felicidade quando acabamos a produção!
Qual o tipo de reação que vocês esperam do seu público?
De início esperamos que o público siga nossa evolução artística. E caso siga, esperamos que muitos compareçam aos shows. E claro, espero que se sintam como eu. Alguns vezes os fãs nos dizem isso, e sabemos que a nossa música atingiu seus corações. E não ficaremos chateados se todos comprarem o disco!
Há planos para uma tour fora da Europa?
No momento estamos tocando apenas na Alemanha. Com planos para a República Tcheca e Suiça, mas ainda assim, só Europa.
Nos digam cinco bandas com as quais gostariam de dividir o palco.
Primeiramente eu gostaria de tocar com a banda de um grande amigo, chamada Freunde der italienischen Oper, mas a banda se extinguiu há uns dois anos.
A segunda banda é a Fliehende Stürme, com a qual fizemos o primeiro show após uma parada de 6 anos. É uma banda punk dark e algumas das suas letras estão entre as melhores letras em alemão que conheço. E algo bem fora da realidade: tocar com Interpol ou Editors. É um outro patamar. E uma quinta, também bem fora da realidade, seria tocar com Wipers ou Greg Sage.
Como vêem a cena européia e alemã? Há união entre as bandas?
Eu acho que há várias cenas. Punk, Gothic, Metal, Guitar-Pop... talvez bandas dentro de uma cena em particular estejam unidas. Fazemos parte de algumas cenas e de outras não. As cenas se sobrepõem em suas margens. É aí o nosso lugar. É difícil dizer como as cenas funcionam, muda bastante de um país para outro. Mesmo dentro da Alemanha é diferente do ocidente para o oriente. Há várias cenas locais e regionais e muitas bandas tem problemas tocando fora de suas cidades. Por exemplo, Leipzig (a minha cidade) fica a apenas 100km de distância de Dresden. Mas é possível para uma banda famosa em Leipzig ser totalmente desconhecida em Dresden.
O que há de bom em ser uma banda alternativa?
É a nossa vida. Temos uma banda para tocar a música que gostamos. Sem empresários que nos digam o que fazer ou não. Colocamos nas músicas e nas letras o que sentimos. Podemos ser autênticos e nossos fãs gostam disso.
A internet é cada vez mais importante na difusão do trabalho das bandas. Como se sentem sabendo que são ouvidos por públicos distantes, como o brasileiro?
É realmente impressionate. E nós subestimamos isso algumas vezes. Mas é um sentimento bom, que nossa música encontre lugar em outros países, outros idiomas. A música é a linguagem.
Deixem uma mensagem para os fãs brasileiros.
É o mesmo que digo para os fãs na alemanha. Vivam suas vidas, carreguem o coração em suas mãos, mantenham a sensibilidade e enxerguem sob a superfície! Desfrutem da nossa música! E muito obrigado!
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Reportagem de TV de 90 sobre a cena industrial
E ai meninos, já viram essa reportagem de 1990 sobre o surgimento da cena industrial nos EUA? Beeeeeee legal!!!!
Melhor parte: revolting cocks dando risada do termo cyberpunk.
Pena que é curtinho.
That´s all folks
Melhor parte: revolting cocks dando risada do termo cyberpunk.
Pena que é curtinho.
That´s all folks
Assinar:
Postagens (Atom)